Planejamento financeiro #2: orçamento!

É notório o fato de que, para enriquecer, é preciso aprender a gastar. Sua riqueza não depende do que você ganha, mas sim de como gasta. – Gustavo Cerbasi (Casais Inteligentes Enriquecem Juntos)

Planejar o orçamento não é só uma questão de organização, é uma necessidade. Saber o quanto gastamos, como gastamos, o que é essencial e o que não é, são conhecimentos que determinam a escolha de um investimento, principalmente daqueles que demandam uma quantia de dinheiro significativa, como um imóvel, veículo, uma reforma na casa e por vezes até um eletrodoméstico ou eletrônico novo.

Por isso não há uma única forma de se organizar, já que são os fatores renda e necessidade que determinam a quantia disponível para cada gasto. Para simplificar, vamos supor que o orçamento seja como um quebra cabeça de muitas peças. Cada dia trabalhado representa uma peça e a imagem resultante (uma paisagem tropical, o Grand Canyon ou até mesmo uma princesa Disney) representa o salário.

Após dedicar tanto tempo, quanto atenção e energia, finalmente você tem uma pá de princesas à sua frente. Mas, e agora? O que fazer?

O esforço para conseguir montar as peças foi tão grande que dá até dó de desmontar.

Não dá pra deixar assim?

No entanto, colar as peças e enquadrá-las deixou de ser uma opção quando você convidou outras pessoas para brincar com você. Em termos financeiros, esse compromisso de passar as peças adiante, é representado pelas contas. E o problema que muitas pessoas enfrentam aqui é: como organizar as contas de modo que todas sejam pagas e ainda reste dinheiro para os demais objetivos?

Parece difícil, mas garanto a vocês que em relação à finanças, só se é necessário um pouco de paciência. A primeira medida a ser tomada é destinar corretamente os proventos e, para que ela seja cumprida, é necessário que se elabore uma lista com todos os gastos mensais, como: parcelas do aluguel ou financiamento da casa; contas de água, eletricidade e serviços de comunicação (telefone, internet, televisão à cabo); planos de previdência ou planos de saúde; combustível e parcelas do carro; mensalidades da escola ou faculdade particular; dentre outras que exijam um compromisso financeiro, como compras no cartão de crédito, por exemplo.

Os custos mensais são sempre prioridade e deverão ser pagos imediatamente ao recebimento do salário. Dessa forma, pagando os débitos de antemão, o que sobra da renda é o que pode ser realmente aplicado em um investimento, um objetivo, ou em uma poupança. Se sua organização for de fato eficiente, investimentos, objetivos e poupança podem ser alcançados ao mesmo tempo com o que restar do salário.

Jura??? Cá dá um abraço!

Mas… como alcançar esse nível de organização?

A resposta é simples: controlando. Pode até parecer que não, mas gastos superficiais e aparentemente insignificantes que não costumamos enumerar, como compras de pouco custo e não programadas, são as maiores vilãs e geralmente consomem uma parte significante de um orçamento balanceado.

Exemplo?

Você acha que aquela sua ida à padaria todas as manhãs é tão barata, que não cabe adicionar ao orçamento. Desde quando um cafezinho é tão significante que precisa ser contabilizado?? Ou então, tem aquele seu amigo fazendo aniversário justamente no mês em você prometeu não gastar um centavo a mais. Mas ele é seu amigo há tanto tempo que simplesmente não dá pra ignorar. Então você vai lá, compra um presente, participa da festa (que foi no bar ou na balada) e aí foi-se para o brejo a motivação, o dinheiro e o que te resta a fazer é mês que vem tentar se organizar de novo.

Para os mais experientes, essa não é a solução. Pode parecer conto da carrocinha, mas a verdade é que uma única prática pode fazer com que seu orçamento continue intacto, mesmo após um gasto não planejado ou um montante não contabilizado. Neste caso, é cabível um corte de gastos. No entanto, para que os gastos sejam efetivamente reduzidos, é preciso ter um amplo conhecimento daquilo que pode e o que não pode ser reduzido sem que haja uma mudança drástica na rotina.

No quebrar dos ovos, é necessário que haja um equilíbrio. Qualquer medida drástica torna o orçamento insustentável, e dessa forma não há como seguir adiante com a economia. No fim, tudo acaba se resumindo em: organização.

ohshit
Je-sus!

É importante lembrar que os custos são diferentes quando tratamos de um orçamento familiar de quando tratamos de um orçamento descomprometido, como de um jovem solteiro com poucas responsabilidades. Jovens, de fato, tendem a gastar mais, não planejar e economizar menos. O que reflete bastante a falta de educação financeira nas escolas e nas famílias.

Mas mesmo que hajam dívidas e seus hábitos financeiros sejam os piores possíveis, sempre é tempo para estabelecer uma relação mais amigável com o dinheiro. E se sua situação atual é em pé de guerra com seu salário, aqui vai uma tarefa simples para começarmos o processo de reconciliação: organize uma lista de todos os seus gastos mensais – desde o aluguel, até o mercado e o cafezinho.

Se estiver na dúvida, recorra à pergunta: “Faz parte da sua rotina?”. Se a resposta for “sim”, anote. Se a resposta for “esporadicamente”, anote também. Se a resposta for “não”, adicione à uma lista separada, em “demais gastos”. A partir daí, você pode perceber o quanto precisa por mês para cada atividade e, sabendo disso, pode manejar os gastos de forma a economizar com o transporte para aplicar o restante em uma poupança ou naquele tão desejado happy hour com os zamigos.

A escolha é todinha sua!

Na próxima publicação abordo um pouco sobre planejamento e controle de gastos. Se gostou, comenta aqui pra mim! Se tiver alguma dúvida, comente também. E se achou útil, não esqueça de compartilhar com os amigos. Dessa forma, consigo reconciliar mais e mais trabaiadôres e seus tão estimados salários que tendem a sumir antes mesmo que haja tempo de serem aproveitados.

Vejo vocês em breve!

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